Manias e Frustrações

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Vale a pena escrever?

Vale a pena escrever? É a pergunta que tenho me feito a cada vez que penso que a quinta-feira se aproxima e, por isso mesmo, preciso salpicar algumas palavras que tenham o mínimo de coerência, um cadinho de graça e um quê de inteligência neste blog. A crise do escritor é inevitável. Está sempre à…

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Um mergulho offline

Era o meu último dia de férias. Eu tinha andado sem parar das 9h50 às 13h, debaixo do sol de fevereiro. É impressionante como, nas férias, a gente “resolve coisas” que não são resolvidas em dias de expediente. O relógio marcava 16h e muitos. Minha testa estava inundada de suor. O termômetro do celular marcava…

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Eterna iniciante

Janeiro, mês da esperança. Mês das utopias. Mês em que o calendário com cheirinho de novo nos desafia a preenchê-lo com tarefas, sonhos e planos que, muito provavelmente, se apagam lá pra maio, junho, ou numa curva de setembro. É normal. Somos humanos, temos apego a rituais, a começos e recomeços. Pulamos sete ondinhas, usamos…

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Um banho de riqueza

De dentro de uma banheira escrevo essas palavras. Faz 29 graus lá fora, uma noite até fresca para um dia de janeiro cuja sensação térmica quase chegou aos 50. Eu quis começar 2017 fingindo que sou rica, então me dei um day spa de presente de Natal. Sou cética toda a vida, mas tá tudo…

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Como escrever sem culpa

Às vezes eu me culpo por não escrever sobre os rumos da política, sobre o caos que vive o Rio de Janeiro, sobre a idade que eu terei quando finalmente puder me aposentar – 71, caso o leitor esteja curioso – ou sobre a impossibilidade de existir Previdência quando eu envelhecer. Me culpo, mesmo sabendo…

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Pesadelo da vida real

Eu desço as escadas da Fundação Casa de Jorge Amado e, em sincronia com os meus pés descalços tocando a pedra lisa, os primeiros acordes de ‘O canto da cidade’ ecoam pelas paredes coloridas do Pelourinho. Eu uso um vestido vermelho com babados nas pontas e peso dez quilos a menos. Os pneuzinhos são quase…

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Já é Natal

Fui ao shopping no início da semana e tomei um susto. Lá estava ele, bonito como sempre. Sadio e bochechudo como sempre. Os cabelos brancos e encaracolados como sempre. A roupa de veludo vermelho me deu a aflição de sempre. Não era nem dia das crianças e Papai Noel acenava para mim, naquela alegria plástica…

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Para Nina e suas cores

Hoje eu vou falar sobre a Nina. Corta para janeiro de 2008. Sem falar com ninguém, fui a uma lan house em Marataízes, para ver o resultado do vestibular da UFRJ. O ambiente era inóspito. Um calor danado. Meu coração pulsava frenético. A conexão da internet era inversamente proporcional. Suando em bicas, descobri que eu não…

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